Há razoável consenso de que a habilidade mais poderosa nesta era do conhecimento é a de aprender a aprender. Se for for verdade, e eu acredito que seja, então:
1. Deve-se partir do compartilhamento das atitudes e hábitos padrão universal filtrados pela História da Humanidade. Isso implica, entre outras coisas: cuidar do meio ambiente físico e social em torno de si; ser polido, ainda que isso seja uma "virtude" das aparências; combater o desperdício; organizar meios para atingir fins específicos, começando pelas atividades mais simples. Assim, prepara-se o aprendiz para aprender, já aprendendo a fazer as coisas mais simples, mas que podem tornar a vida mais agradável e segura.
2. Dominar a Dinâmica do Conhecimento, aplicando-a ao domínio das boas práticas existentes quanto a temas escolhidos pelo próprio aprendiz.
3. Demonstrar capacidade de melhorar as boas práticas já dominadas, a partir de temas escolhidos pelo aprendiz.
4. Fazer pequenas incursões em temas inovadores, pesquisando-os e fazendo relatos confiáveis, por meio de relatórios técnicos ou artigos escritos segundo as normas dos veículos selecionados para publicá-los.
É preciso, enfim, seguir uma metodologia segura, que tenha sido amplamente testada. Essa é a minha pretensão ao apresentar tal metodologia na GDC - Gestão da Dinâmica do Conhecimento.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
sábado, 31 de março de 2012
O futuro da educação
O futuro da educação, conforme o imagino, depende, sobretudo, de excelentes professores. Excelentes professores exigem salários dignos, bons laboratórios - quando for o caso - e excelentes materiais didáticos.
Contudo, excelentes professores nem sempre estão disponíveis. Então, os materiais didáticos deveriam ser tão excelentes que os alunos com os conhecimentos básicos mínimos poderiam, se quisessem, aprender diretamente deles com a mínima interferência do professor.
O futuro da educação depende de ações vigorosas no presente. Leva-se anos para formar bons professores. Os materiais didáticos devem ser constantemente melhorados a partir de sugestões dos alunos. E tudo isso tem de começar agora para que haja um futuro.
Contudo, excelentes professores nem sempre estão disponíveis. Então, os materiais didáticos deveriam ser tão excelentes que os alunos com os conhecimentos básicos mínimos poderiam, se quisessem, aprender diretamente deles com a mínima interferência do professor.
O futuro da educação depende de ações vigorosas no presente. Leva-se anos para formar bons professores. Os materiais didáticos devem ser constantemente melhorados a partir de sugestões dos alunos. E tudo isso tem de começar agora para que haja um futuro.
quinta-feira, 1 de março de 2012
A aprendizagem centrada no aluno
Bons professores são raros. Se a educação de um país depender disso, pode ser que o pais esteja em risco.
É evidente que é preciso formar bons professores. Mas é preciso, sobretudo, criar um sitema de aprendizagem centrado no aluno para que ele possa aprender até mesmo com professores que não sejam muito bons.
Para isso, é preciso que os melhores professores, em completa sintonia com os alunos, criem materiais didáticos que, aplicados por professores que não sejam tão bons, possam ser bem absorvidos por alunos que também não sejam tão especiais.
Ora, os alunos geralmente esperam que os professores façam uma excelente exposição do tema, tornando-o fácil de comprender. Depois, estudam, individualmente ou em equipe, de acordo com a característica do aluno.
Porém, sendo tão difícil encontrar bons prosfessores, é preciso que os materiais didáticos falem por si mesmos. Com uma boa metolodogia, um professor não muito bom pode induzir os alunos à aprendizagem, desde que ele próprio não seja um inibidor dessa aprendizagem.
Assim, é preciso, acima de tudo, preparar bons materiais didáticos, centrados em dinâmicas que, realizadas e analisadas, gerem a aprendizagem que um bom professor poderia gerar.
O professor, selcionado em função de sua capacidade de inspirar e de manusear os melhores materiais e métodos, deve ser treinado de forma instrumental. Isto é, de forma que conduza o aluno à aprendizagem.
Assim, mesmo alunos com certas dificuldades poderiam, se submetidos a um programa de educação instrumental, realizar o melhor de si em cada disciplina, de acordo com sua vocação. Compreender a teoria das inteligências múltiplcas torna-se fundamental para isso.
É evidente que é preciso formar bons professores. Mas é preciso, sobretudo, criar um sitema de aprendizagem centrado no aluno para que ele possa aprender até mesmo com professores que não sejam muito bons.
Para isso, é preciso que os melhores professores, em completa sintonia com os alunos, criem materiais didáticos que, aplicados por professores que não sejam tão bons, possam ser bem absorvidos por alunos que também não sejam tão especiais.
Ora, os alunos geralmente esperam que os professores façam uma excelente exposição do tema, tornando-o fácil de comprender. Depois, estudam, individualmente ou em equipe, de acordo com a característica do aluno.
Porém, sendo tão difícil encontrar bons prosfessores, é preciso que os materiais didáticos falem por si mesmos. Com uma boa metolodogia, um professor não muito bom pode induzir os alunos à aprendizagem, desde que ele próprio não seja um inibidor dessa aprendizagem.
Assim, é preciso, acima de tudo, preparar bons materiais didáticos, centrados em dinâmicas que, realizadas e analisadas, gerem a aprendizagem que um bom professor poderia gerar.
O professor, selcionado em função de sua capacidade de inspirar e de manusear os melhores materiais e métodos, deve ser treinado de forma instrumental. Isto é, de forma que conduza o aluno à aprendizagem.
Assim, mesmo alunos com certas dificuldades poderiam, se submetidos a um programa de educação instrumental, realizar o melhor de si em cada disciplina, de acordo com sua vocação. Compreender a teoria das inteligências múltiplcas torna-se fundamental para isso.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Estilos diferentes de gestão da aprendizagem
Conversei com amigos que estudaram em três escolas, todas elas muito bem conceituadas internacionalmente. Essas escolas fazem a gestão da aprendizagem de maneiras diferentes, mas os resultados são igualmente bons. A diferença entre elas está no grau de estresse que geram no aluno.
Caso 1.
Escola brasileira de padrão internacional. Ela faz questão de gerar estresse por meio de provas dificílimas. Contudo, dá ao aluno o tempo necessário para fazer as provas, podendo este tempo chegar a 15 horas. Há o pressuposto, garantido por uma tradição de rigorosa punição, de que nenhum aluno usará o recurso da cola. A salvação dos alunos é analisar as provas antigas guardadas por colegas veterenos. A Escola não incentiva tal procedimento, mas o tolera, sabendo que ele mobiliza a iniciativa do aluno.
Caso 2.
Escola francesa. Ela usa o mesmo estilo da escola brasileira, gerando estresse intenso. A escola é considerada de elite, onde são formados os melhores especilistas numa área em que a França é reconhecida por estar entre os líderes mundiais do setor.
Caso 3.
Escola alemã. Essa escola, muito tradicional, garante as facilidades para que o aluno aprenda a matéria, por considerá-la o estado da arte a ser dominado com o mínimo sofrimento. Ela coloca à disposição todo o portfólio de provas já ministradas a respeito, e fornece aulas de monitoria para demonstrar as soluções dessas provas. A ideia é que a aprendizagem parte da imitação, evolui por meio de pequenas melhorias e, no limite, comporta a inovação, mas esta realizada por meio de pesquisas, e não de provas.
O meu amigo que passou pela experiência brasileira gostou muito da experiência alemã. Na escola brasileira ele disse que quase se desesperou, pois tinha de usar o cérebro como depósito de uma quantidade imensa de informações. Já na escola alemã, assim que dominou o método, conseguiu ficar entre os quatro melhores alunos numa turma de 200, contendo estudantes de vários países. Ele disse que se esforçou, mas que o esforço foi útil, necessário, e sem o estresse da escola brasileira.
Caso 1.
Escola brasileira de padrão internacional. Ela faz questão de gerar estresse por meio de provas dificílimas. Contudo, dá ao aluno o tempo necessário para fazer as provas, podendo este tempo chegar a 15 horas. Há o pressuposto, garantido por uma tradição de rigorosa punição, de que nenhum aluno usará o recurso da cola. A salvação dos alunos é analisar as provas antigas guardadas por colegas veterenos. A Escola não incentiva tal procedimento, mas o tolera, sabendo que ele mobiliza a iniciativa do aluno.
Caso 2.
Escola francesa. Ela usa o mesmo estilo da escola brasileira, gerando estresse intenso. A escola é considerada de elite, onde são formados os melhores especilistas numa área em que a França é reconhecida por estar entre os líderes mundiais do setor.
Caso 3.
Escola alemã. Essa escola, muito tradicional, garante as facilidades para que o aluno aprenda a matéria, por considerá-la o estado da arte a ser dominado com o mínimo sofrimento. Ela coloca à disposição todo o portfólio de provas já ministradas a respeito, e fornece aulas de monitoria para demonstrar as soluções dessas provas. A ideia é que a aprendizagem parte da imitação, evolui por meio de pequenas melhorias e, no limite, comporta a inovação, mas esta realizada por meio de pesquisas, e não de provas.
O meu amigo que passou pela experiência brasileira gostou muito da experiência alemã. Na escola brasileira ele disse que quase se desesperou, pois tinha de usar o cérebro como depósito de uma quantidade imensa de informações. Já na escola alemã, assim que dominou o método, conseguiu ficar entre os quatro melhores alunos numa turma de 200, contendo estudantes de vários países. Ele disse que se esforçou, mas que o esforço foi útil, necessário, e sem o estresse da escola brasileira.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
O aluno aprende melhor quando ...
Numa enquete em curso no endereço www.gestaopelaqualidade.blogspot.com, com 102 participantes até o momento, e com possibilidade de múltipla escolha entre as alternativas apresentadas, os resultados parciais são os seguintes:
O professor expõe o assunto em classe (63 votos, 61% dos votos);
Faço exercícios (54 votos, 52% dos votos);
Estudo sozinho (44 votos, 43% dos votos);
Estudo em grupo (27 votos, 26% dos votos);
Estudo para a prova (18 votos, 17% dos votos);
Sou deixado completamente livre (9 votos, 8% dos votos);
Nenhuma das alternativas (0 votos, 0% dos votos).
Clique aqui para participar da enquete.
O professor expõe o assunto em classe (63 votos, 61% dos votos);
Faço exercícios (54 votos, 52% dos votos);
Estudo sozinho (44 votos, 43% dos votos);
Estudo em grupo (27 votos, 26% dos votos);
Estudo para a prova (18 votos, 17% dos votos);
Sou deixado completamente livre (9 votos, 8% dos votos);
Nenhuma das alternativas (0 votos, 0% dos votos).
Clique aqui para participar da enquete.
domingo, 17 de abril de 2011
A vingança do aluno contra a professora maldosa
O caso a seguir é verdadeiro. Foi-me relatado por um amigo como tendo sido presenciado por ele numa escola de prestígio internacional.
A professora prejudicava o aluno intencional e sistematicamente na correção das provas. Dizia-lhe abertamente que não gostava dele, e que poderia, quando quisesse, atribuir-lhe notas suficientemente ruins até que ele fosse desligado da escola.
Ela era a única professora da matéria. Com isso, mesmo que recorresse, o aluno não poderia provar que ela fora injusta, pois não havia outro professor para se pronunciar a respeito.
A professora foi acometida de câncer e precisou de um doador universal de sangue para sobreviver. O aluno que ela prejudicara fez intensa campanha para conseguir-lhe um doador. Ao final, os exames demonstraram que ele era um dos poucos doadores aceitáveis. Ele foi o único que se dispôs a doar.
O aluno salvou a professora. Contudo, ela, numa conversa posterior com ele, questionou: - Você sabe muito bem que eu sempre te prejudiquei intencionalmente na correção de suas provas. Por que, então, você me salvou?
O aluno olhou fixamente a professora. Ele preferia acreditar que havia se vingado dela de uma maneira espetacular. Mas, ao final disse: - Num primeiro momento, saber que você só não morreu por eu ter colocado meu sangue dentro de você, foi para mim ainda melhor do que ter te dado um tapa na cara. Porém, refletindo melhor, tirei outra conclusão. A vida é una, e a todos alimenta. Se você prejudica alguém intencionalmente, a si mesmmo se prejudica. Eu aprendi isso após muita reflexão, e espero que a lição sirva também para você.
A professora prejudicava o aluno intencional e sistematicamente na correção das provas. Dizia-lhe abertamente que não gostava dele, e que poderia, quando quisesse, atribuir-lhe notas suficientemente ruins até que ele fosse desligado da escola.
Ela era a única professora da matéria. Com isso, mesmo que recorresse, o aluno não poderia provar que ela fora injusta, pois não havia outro professor para se pronunciar a respeito.
A professora foi acometida de câncer e precisou de um doador universal de sangue para sobreviver. O aluno que ela prejudicara fez intensa campanha para conseguir-lhe um doador. Ao final, os exames demonstraram que ele era um dos poucos doadores aceitáveis. Ele foi o único que se dispôs a doar.
O aluno salvou a professora. Contudo, ela, numa conversa posterior com ele, questionou: - Você sabe muito bem que eu sempre te prejudiquei intencionalmente na correção de suas provas. Por que, então, você me salvou?
O aluno olhou fixamente a professora. Ele preferia acreditar que havia se vingado dela de uma maneira espetacular. Mas, ao final disse: - Num primeiro momento, saber que você só não morreu por eu ter colocado meu sangue dentro de você, foi para mim ainda melhor do que ter te dado um tapa na cara. Porém, refletindo melhor, tirei outra conclusão. A vida é una, e a todos alimenta. Se você prejudica alguém intencionalmente, a si mesmmo se prejudica. Eu aprendi isso após muita reflexão, e espero que a lição sirva também para você.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
O desastre do uso da inteligência sem sabedoria
O texto a seguir, supostamente encontrado num campo de concentração nazista apos a última guerra mundial, foi dirigido aos professores:
"Prezado Professor,
Sou sobrevivente de um campo de concentração.
Meus olhos viram o que nenhum homem deveria ver.
Câmaras de gás construídas por engenheiros formados.
Crianças envenenadas por médicos diplomados.
Recém-nascidos mortos por enfermeiras treinadas.
Mulheres e bebês fuzilados e queimados por graduados de
colégios e universidades.
Assim, tenho minhas suspeitas sobre a Educação.
Meu pedido é: ajude seus alunos a tornarem-se humanos.
Seus esforços nunca deverão produzir monstros treinados ou
psicopatas hábeis.
Ler, escrever e aritmética só são importantes
Para fazer nossas crianças mais humanas."
"Prezado Professor,
Sou sobrevivente de um campo de concentração.
Meus olhos viram o que nenhum homem deveria ver.
Câmaras de gás construídas por engenheiros formados.
Crianças envenenadas por médicos diplomados.
Recém-nascidos mortos por enfermeiras treinadas.
Mulheres e bebês fuzilados e queimados por graduados de
colégios e universidades.
Assim, tenho minhas suspeitas sobre a Educação.
Meu pedido é: ajude seus alunos a tornarem-se humanos.
Seus esforços nunca deverão produzir monstros treinados ou
psicopatas hábeis.
Ler, escrever e aritmética só são importantes
Para fazer nossas crianças mais humanas."
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